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Como definir seus valores?

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Um menino em formato de quebra-cabeças, representando as coisas que encaixam e desencaixam nos nossos valores

Valores não podem ser criados escritos em uma agenda das suas metas de ano novo, não dá só para copiar o que seus pais achavam certo de ser feito, ou aquilo que o mundo diz que deve ser uma vida ideal.


Valores são experienciados, são ouvidos, são descobertos.


É uma prática comum de “autoconhecimento” ficar lá escrevendo e relembrando por horas suas experiências de vida, das piores até as melhores, pode ser interessante, pode te dar novas perspectivas, mas diante de tudo isso você realmente ouve o que sente, ou você só escreve como acha que deveria se sentir?


É feio sentir raiva da mãe, então por que sentir raiva de algo que ela te fez, te prejudicou? E aí quando você vê, acaba relevando muitas coisas que te machucam porque é feio sentir raiva.

Tem que obedecer o pai, mesmo que viver de acordo com as ideias do pai te machuquem, certo? Quando você vê se casou ou namora alguém que impõe normas como seu pai fazia, você só obedece, porque afinal, é feio brigar, questionar, ou pensar por si mesmo?


Aí você senta para escrever seus valores pessoais e chega a conclusão de que você é uma pessoa gentil, compreensiva, amorosa quando na verdade apenas reprimiu a própria raiva e esqueceu o que realmente quer para evitar conflitos. Então seus valores de faz de conta são escritos como compaixão, gentileza, compreensão quando na verdade são submissão, falta de ouvir as próprias emoções e uma grande repulsa em saber o que você realmente sente.


Esse tipo de prática não toca nem na superfície das feridas que te afligem, porque nem o papel, nem o chat GPT, nem você mesmo são capazes de perceber o quanto você se engana para enfeitar o passado e a si mesmo, fazer de tudo isso um grande chocolate feliz de infância para ser vendido e consumido como o algodão doce mais desejado da praça. E se alguém apontar esse engano? Aí é ofensa pessoal, aí é uma pessoa tóxica e destrutiva porque apontou uma grande ferida, que está infeccionada e latejando, esperando para que a noção de realidade volte e o espinho seja tirado, a ferida lavada, e a coisa toda tratada.


Mas não, te ensinam a ver o espinho e a infecção como beleza, como resiliência, como gentileza.

Então tudo se repete, você repete as ações que te machucaram nos outros e enquanto faz o mesmo a si próprio, tudo debaixo do seu nariz enquanto você pensa que é um ser de luz, as trevas agem livremente porque não tiveram atenção, não tiveram misericórdia, todo vilão em história de quadrinhos sempre teve um forte sofrimento que “justificam” seus atos terríveis, não somos tão diferentes dos quadrinhos em certo sentido.


Sofremos uma ferida, e sangramos sobre os outros nossas dores, e queremos tanto ser bons que no fim vivemos e agimos bem distantes de quem realmente somos. Veja, não somos perfeitos, não é que a gentileza, a compaixão e todas essas coisas sejam só ilusão, é que elas só se tornam reais se você viver consciente de que o egoísmo e as coisas ruins também fazem parte de quem você é.


Antes de se deixar enganar por exercícios bobinhos de autoconhecimento, repense, porque você é muito mais complexo do que parece ser, há muitas camadas, muitas direções e muitas ilusões que gostamos de comprar sobre nós mesmos, sobre como somos melhores do que realmente somos.


O desejo de ser melhor quase sempre é o desejo de negar a si mesmo, quem quer ser melhor quer se recortar dos próprios defeitos, e isso, causa cisão, a personalidade se divide em bem e mal, a vida empaca, por que como que você vive sem poder se relacionar com a sua raiva?


A raiva diz do que te irrita, do que incomoda, do que você não acha certo, e se você ouvir ela te permite muito mais: descobrir de qual ferida vem essa raiva, ou se não há ferida e essa raiva é a resposta correta para a situação em mãos, enfim, abre-se um mundo de possibilidades, mas possibilidades são a escuridão que você chama de terror porque elas se opõe ao seu projeto de ser uma pessoa boa e melhor.


Não sejamos melhores, sejamos inteiros, aí que o real diálogo entre suas qualidades e defeitos podem ser vividos e a vida consegue fluir através do peso da consciência de quem você realmente é, ao invés de travar pelo amor a ilusão de quem você deveria ser.


Um abraço do seu psi

Ricardo Sergio Backes Bertuol

Analista Junguiano & Psicólogo CRP 08/32882

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Você se sente preso? Constante decepção com as pessoas e consigo mesmo por não conseguir mudar? Sente um cansaço constante diante da vida e das relações que só repetem os mesmos problemas? Uma insatisfação e vazio que não passam com nada? Medo de dizer não, de não agradar? Ansiedade porque deveria fazer mais e melhor pelos outros? Se sente envergonhado, esquisito ou inadequado?

 

Essas são algumas das consequências de viver a rejeição, a vergonha seja dentro da família ou fora dela.


O armário e a homofobia causam essas dores, bem como ambientes familiares e sociais difíceis.
Isso cria um padrão de vida, de se relacionar que é sufocante porque você vive sem saber dos seus sonhos, desejos e sem saber do seu potencial. Você está desconectado de si mesmo porque aprendeu que o que e quem você é não tem valor. É viver em estado de alerta para que ninguém descubra suas características ruins, como em um filme de terror e o monstro é o olhar dos outros.


Assim você vive aceitando qualquer coisa porque aprendeu que você não tem valor, então não pode fazer exigências, faz tudo pelos outros, se molda pela felicidade e bem-estar dos outros. Mas os outros felizes e satisfeitos com os seus sacrifícios não traz significado a sua vida, pelo contrário: rouba o sentido de viver.


Recuperar quem você é, ouvir suas emoções, desejos, e descobrir o que faz sentido para você na vida, desenvolver coragem para construir e conquistar o modo de vida que faz sentido apesar do olhar dos outros, das reprovações, a firmeza necessária para manter essa mudança. Essas coisas são a chave para a jornada de quebrar esse ciclo. Isso é mergulhar nas suas cores.


Isso é parar de tentar se encaixar. Imagina, como seria? Sair desse sufoco, se sentir mais leve, fazer o que faz sentido, viver, se relacionar e amar conforme quem você é e o que te realiza. Imagina como seria resgatar suas cores que foram perdidas, esquecidas e roubadas?


Esse é o meu trabalho: ouvir com você o que foi calado, silenciado e esquecido. Mergulhar com você para explorar e resgatar o que foi perdido, não em direção a perfeição, mas em direção a quem você é. Esse trabalho se chama análise.
 

Na análise você vai ser ouvido de modo livre, sem imposições, é um espaço construído para mergulhar nas suas cores, para isso o método dialético coloca eu e você como iguais, se trata de uma descoberta, vamos explorar juntos, no seu tempo, do seu jeito os padrões e ciclos que te prendem, podemos também analisar seus sonhos porque eles nos mostram o que eu e você não vemos, os detalhes das correntes, os mecanismos, o jeito que você cai sempre no mesmo ciclo. Não há preconceitos sobre como você tem que viver, o que é saudável ou normal, o que decide isso é a experiência, é você, se você fica saudável e confortável no estilo de vida que você escolhe viver, então não há imposições.


Eu não determino o que você tem que fazer, porque isso o mundo já fez para você sua vida inteira e o resultado foi péssimo, a análise é um lugar novo para vivenciar o novo, você não precisa de mais correntes, precisa de liberdade para explorar os diversos sentidos que suas emoções, desejos, sonhos e projetos te mostram, você precisa ouvir quem você é. Esse espaço é a análise.


A análise é prática, o que é resgatado se torna ação, experiências que te transformam, mas a direção quem escolhe é você, o caminho é seu e o volante está na sua mão, meu papel é abrir o mapa e mostrar as possibilidades que estavam invisíveis para você até agora.


A análise é o mapa que tem o potencial de abrir novas áreas que você jamais viu antes, novos caminhos, ferramentas capazes de aos poucos quebrar ciclos.


Se tudo isso fez sentido e você quer começar esse trabalho, me chama no Whatsapp, me conta o que tem te angustiado que eu vou te explicar e dizer se a análise é a melhor escolha para você! É só clicar aqui embaixo:

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