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A criatividade começa a morrer quando te vendem um "como chegar lá"

  • há 3 dias
  • 4 min de leitura
Carta representando a morte da criatividade: esqueleto, corvos e a lua

Somos pressionados todos os dias com os métodos do sucesso, promessas de bio de Instagram "te ajudo", "te ensino", "faço você"... será que não temos mais criatividade para caminhar o nosso próprio caminho?


Por muito tempo me angustiei sobre o que eu escreveria na minha bio, que promessa eu diria para pessoas que poderiam buscar fazer análise comigo, troquei diversas vezes porque eu queria ser um psicólogo/analista bem sucedido e achava que a promessa certa e as palavras certas resolveriam minha carreira profissional.


Aí minha criatividade, minha expressividade, minha escrita... tudo começou a morrer e agonizar lentamente.


Sonhos e mais sonhos depois, sessões e sessões de análise e muita reflexão depois eu entendi que não se trata de transmitir a paixão que tenho pelo meu trabalho (isso é autoevidente), se trata em estar com as pessoas, ao lado delas, não como autoridade que sabe e fornece um caminho mágico, mas como um igual, e é exatamente desse mesmo lugar que sou analista: um igual.


Esse também é um dos motivos por eu trabalhar com Jung, porque não temos um caminho pré-definido. Jung acreditava que a personalidade humana é de uma variação individual tão grande que não se pode delimitar objetivos de terapia rígidos, nem métodos aplicáveis em massa para as pessoas. Mas, ao mesmo tempo também reconhecia que a personalidade humana é feita e carregada de aspectos comuns e coletivos, que nos torna humanos e que nos permite compartilhar a vida.


A psicologia de Jung trata-se de manter-se tensionado nessas contradições e paradoxos.


Na manhã de hoje me surgiu o pensamento de que eu mesmo havia matado minha criatividade, meu caminho único quando comecei a acreditar no "como chegar lá", e cada influencer, coach ou autoridade tem sua própria mágica para alcançar uma imagem, uma fantasia, um objetivo.


Sim, eu caí nessa fantasia de consumo, nesse desejo de sucesso e me apaguei cada vez mais. Mas os sonhos me trouxeram de volta, e eu os levei a sério. Eu abandonei e deixei em suspenso diversas ambições, deixei tudo de lado e aguardei os próximos sonhos, e os seguintes.


Eu iria reestruturar muitas e muitas coisas, cheio de projetos e ansiedades. Mas eu escutei, eu parei, ouvi e havia uma bagunça incompreensível dentro de mim, um barulho que eu só queria que fosse embora, mas esse barulho era eu mesmo, minha individualidade, que não cabia, que não se sujeitava ao caminho ou ao método do sucesso.


Meu objetivo em contar isso? Tenho certeza que é muito do que todos vocês devem sentir um pouco: meio sufocados e mortos por dentro porque a criatividade morreu junto com a individualidade. Temos que fazer as coisas padronizadas para atingir o sucesso.


Devemos ser máscaras perfeitas e consumíveis, não rostos reais. E as máscaras estão, como os gráficos de vídeo game, cada vez mais realistas, até mesmo palpáveis, para passarem a ilusão de que é possível ser aquilo.


Essa ideia seduz porque não precisamos lidar com as complicações de sentimentos, e desenvolver posturas individuais que muitas vezes podem ir contra ao que as pessoas e a sociedade valorizam.


Não sei como será o futuro, não sei quais transformações em mim se darão ou se talvez eu tropece exatamente no mesmo lugar novamente e por óbvio correrei o risco da contradição e da hipocrisia de me tornar o que critico e revelo aqui, e se for aquilo que o destino me reserva então que eu tropece, caia e seja hipócrita porque tento não temer o retrocesso, pois temo muito mais a estagnação.


Entre o progresso e retrocesso eu me descubro, me movimento. O caminho que eu trilho é humano, o mesmo caminho que meus pacientes trilham: é real, com falhas, com idas e vindas, mas felizmente temos os sonhos para nos ajudar e a companhia uns dos outros.


Sonhos são como nosso sistema imunológico, assim como o sistema imune nos mantém vivos os sonhos podem nos manter acordados sobre quem somos.


Não seja como eu, não compre essa ideia de que existe um caminho e um método que basta você seguir para que a vida faça sentido, ou para ser bem sucedido ou para que você pare de sentir tanta raiva ou o que quer que seja. O caminho é uma semente individual que precisa ser zelada, cuidada e cultivada.


Talvez você precise encontrar a sua e cultivá-la, seja ela onde for e como for, se isso já te proporcionar uma reflexão sobre o que te realiza, já fico feliz.


Questione o mundo que vive, questione seu tempo, os costumes, repense, estude o passado e entenda as raízes que te fundam hoje. Acima de tudo, escute a si mesmo, se conheça ao invés de procurar de modo perturbado algo que te faça sair dessa tempestade, entenda que a tempestade é um fenômeno da natureza, e não há mágica ou tecnologia no mundo que faça a natureza nos obedecer por completo.


Muitas vezes o barulho que te atrapalha é sua própria voz que você aprendeu, pelo método do sucesso, a silenciar. O barulho era a sua criatividade.


Ricardo Sergio Backes Bertuol

Psicólogo & Analista Junguiano

CRP 08/32882

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Você se sente preso? Constante decepção com as pessoas e consigo mesmo por não conseguir mudar? Sente um cansaço constante diante da vida e das relações que só repetem os mesmos problemas? Uma insatisfação e vazio que não passam com nada? Medo de dizer não, de não agradar? Ansiedade porque deveria fazer mais e melhor pelos outros? Se sente envergonhado, esquisito ou inadequado?

 

Essas são algumas das consequências de viver a rejeição, a vergonha seja dentro da família ou fora dela.


O armário e a homofobia causam essas dores, bem como ambientes familiares e sociais difíceis.
Isso cria um padrão de vida, de se relacionar que é sufocante porque você vive sem saber dos seus sonhos, desejos e sem saber do seu potencial. Você está desconectado de si mesmo porque aprendeu que o que e quem você é não tem valor. É viver em estado de alerta para que ninguém descubra suas características ruins, como em um filme de terror e o monstro é o olhar dos outros.


Assim você vive aceitando qualquer coisa porque aprendeu que você não tem valor, então não pode fazer exigências, faz tudo pelos outros, se molda pela felicidade e bem-estar dos outros. Mas os outros felizes e satisfeitos com os seus sacrifícios não traz significado a sua vida, pelo contrário: rouba o sentido de viver.


Recuperar quem você é, ouvir suas emoções, desejos, e descobrir o que faz sentido para você na vida, desenvolver coragem para construir e conquistar o modo de vida que faz sentido apesar do olhar dos outros, das reprovações, a firmeza necessária para manter essa mudança. Essas coisas são a chave para a jornada de quebrar esse ciclo. Isso é mergulhar nas suas cores.


Isso é parar de tentar se encaixar. Imagina, como seria? Sair desse sufoco, se sentir mais leve, fazer o que faz sentido, viver, se relacionar e amar conforme quem você é e o que te realiza. Imagina como seria resgatar suas cores que foram perdidas, esquecidas e roubadas?


Esse é o meu trabalho: ouvir com você o que foi calado, silenciado e esquecido. Mergulhar com você para explorar e resgatar o que foi perdido, não em direção a perfeição, mas em direção a quem você é. Esse trabalho se chama análise.
 

Na análise você vai ser ouvido de modo livre, sem imposições, é um espaço construído para mergulhar nas suas cores, para isso o método dialético coloca eu e você como iguais, se trata de uma descoberta, vamos explorar juntos, no seu tempo, do seu jeito os padrões e ciclos que te prendem, podemos também analisar seus sonhos porque eles nos mostram o que eu e você não vemos, os detalhes das correntes, os mecanismos, o jeito que você cai sempre no mesmo ciclo. Não há preconceitos sobre como você tem que viver, o que é saudável ou normal, o que decide isso é a experiência, é você, se você fica saudável e confortável no estilo de vida que você escolhe viver, então não há imposições.


Eu não determino o que você tem que fazer, porque isso o mundo já fez para você sua vida inteira e o resultado foi péssimo, a análise é um lugar novo para vivenciar o novo, você não precisa de mais correntes, precisa de liberdade para explorar os diversos sentidos que suas emoções, desejos, sonhos e projetos te mostram, você precisa ouvir quem você é. Esse espaço é a análise.


A análise é prática, o que é resgatado se torna ação, experiências que te transformam, mas a direção quem escolhe é você, o caminho é seu e o volante está na sua mão, meu papel é abrir o mapa e mostrar as possibilidades que estavam invisíveis para você até agora.


A análise é o mapa que tem o potencial de abrir novas áreas que você jamais viu antes, novos caminhos, ferramentas capazes de aos poucos quebrar ciclos.


Se tudo isso fez sentido e você quer começar esse trabalho, me chama no Whatsapp, me conta o que tem te angustiado que eu vou te explicar e dizer se a análise é a melhor escolha para você! É só clicar aqui embaixo:

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