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A arte e o processo

há 6 minutos
4 min de leitura

Hoje venho falar com você não de um lugar de alguém que entende profundamente de arte, apesar de a arte fazer parte da minha vida, nem de arteterapia.


Hoje eu falo de um lugar para partilhar experiências e não trago uma grande preocupação em embasar minha fala de modo teórico, pelo menos vou me dar essa licença hoje de me cobrar menos do que de costume, porque hoje quero dar destaque ao processo.


O processo de elaboração.


Diversas vezes digo aos pacientes: faça algo com seu sonho (sonho noturno), desenhe, cante, dance, expresse ele, dê forma, até mesmo escreva sobre ele, anote ele, suas interpretações sobre ele.


Por que digo isso? Porque aprendi o valor disso ao fazer isso. 


O intelecto, a razão e uma boa interpretação de sonhos por mais coerente, técnica, correta é apenas uma parte do processo, quando você expressa o sonho e seus processos interiores no papel, na voz ou na escrita você está criando, dando forma, você se aproxima de coisas sobre você que usualmente não tem contato.


Você elabora suas questões. Você elabora sua raiva, sua revolta, o amor perdido, a dor, o sofrimento, a tristeza, o medo, a coragem.


Você elabora isso com as mãos na argila, com as mãos no pincel e para isso o intelecto e o pensar são apenas uma ferramenta que você vai deixar de lado por alguns breves momentos para mergulhar em algo que você não está acostumado.


Você vai olhar sua questão por outro ângulo, você cria ABERTURA para observar de outros ângulos.


Eros participa do processo.


Precisamos cada vez mais desse diálogo prático entre todas as elaborações intelectuais e teóricas com esse fazer concretizar, especialmente se você valoriza bastante suas elaborações intelectuais.


Esse é o caminho que tem feito sentido para mim, e sempre que os pacientes se aproximam um pouco mais dos seus sonhos utilizando alguma via, e também multiplicando essas vias de contato com sua voz interior, com seus sentimentos mais profundos, vejo que se tornam um pouco mais inteiros, conseguem suportar mais as caminhadas difíceis da vida e conseguem apreciar mais os momentos bons.


Há coisas que eu jamais teria compreendido sobre mim mesmo caso ficasse apenas elaborando intelectualmente, do mesmo jeito que quem sabe alguém que faça tudo menos elaborar intelectualmente precise do intelecto em alguma medida.

Você não é o seu jeito de ver o mundo, você é muito mais.


Ontem mesmo pensei: pintar é como sonhar, você pinta, deixa tudo sair e depois tenta entender o que saiu. A última preocupação é que seja esteticamente bonito, às vezes vai parecer um desenho de criança, genuíno e revelador dos segredos que você tão engenhosamente esconde de si próprio.


Pintar é como sonhar, assim como o sonho não precisa fazer sentido, você se permite estar naquele processo, no trabalho mais importante, o trabalho com a tua alma, com o teu sentimento, com o teu pensar, com o teu corpo, e os frutos que você colher disso não estarão em nenhum livro porque são absurdamente pessoais, por mais que possam eventualmente partilhar algo em comum com o resto do mundo. 


Falo mais do pintar, mas qualquer outra forma de concretizar, que demande um trabalho seu de sentar e fazer pode se tornar algo muito frutífero, especialmente se faz com que você pare de funcionar do jeito que sempre funcione.


A preocupação não é estética, não é para ficar bonito ou apreciável, é para expressar a alma, é também a capacidade de acolher sua própria expressão, seja ela como for. É intensificar e aproximar o diálogo do eu com os próprios processos interiores e inconscientes, é transformar, é quebrar padrões.


As coisas que se aprendem desse modo nenhum livro pode ensinar, são completamente pessoais, é autoconhecimento, e às vezes torna-se algo tão íntimo que nem sabemos por em palavras porque apenas a imagem, som, movimento é capaz de transmitir tais coisas. 


Pensamos que as vezes que profundidade equivale a compreender, decorar, entender as mais profundas e complexas teorias sobre as coisas, mas com isso podemos esquecer a profundidade individual que só ganha voz nesse tipo de trabalho que para o mundo talvez tenha pouco ou nenhum valor, mas para o sujeito seja algo quase que sagrado, pois os seus sentimentos mais íntimos estão ali ganhando vida.


Valorize seu processo individual, ninguém fará isso por você. Ninguém vai pintar, cantar, dançar (ou qualquer que seja a forma de concretizar) por você. 


Para conectar e elaborar certas coisas é preciso abrir mão do saber, principalmente quando este ao invés de libertar prende o indivíduo nos mais complexos meandros que um pincel e um desenho simples poderia expressar. E abrir mão do saber é algo momentâneo, do mesmo jeito que trocamos de usar o martelo pela serra, são ferramentas, todas essenciais, e todas tem um contexto onde brilham, onde acrescentam e um contexto onde são inadequadas.


Você é muito mais ao se permitir ouvir.


Ricardo Sergio Backes Bertuol

Analista Junguiano & Psicólogo CRP 08/32882


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Você se sente preso? Constante decepção com as pessoas e consigo mesmo por não conseguir mudar? Sente um cansaço constante diante da vida e das relações que só repetem os mesmos problemas? Uma insatisfação e vazio que não passam com nada? Medo de dizer não, de não agradar? Ansiedade porque deveria fazer mais e melhor pelos outros? Se sente envergonhado, esquisito ou inadequado?

 

Essas são algumas das consequências de viver a rejeição, a vergonha seja dentro da família ou fora dela.


O armário e a homofobia causam essas dores, bem como ambientes familiares e sociais difíceis.
Isso cria um padrão de vida, de se relacionar que é sufocante porque você vive sem saber dos seus sonhos, desejos e sem saber do seu potencial. Você está desconectado de si mesmo porque aprendeu que o que e quem você é não tem valor. É viver em estado de alerta para que ninguém descubra suas características ruins, como em um filme de terror e o monstro é o olhar dos outros.


Assim você vive aceitando qualquer coisa porque aprendeu que você não tem valor, então não pode fazer exigências, faz tudo pelos outros, se molda pela felicidade e bem-estar dos outros. Mas os outros felizes e satisfeitos com os seus sacrifícios não traz significado a sua vida, pelo contrário: rouba o sentido de viver.


Recuperar quem você é, ouvir suas emoções, desejos, e descobrir o que faz sentido para você na vida, desenvolver coragem para construir e conquistar o modo de vida que faz sentido apesar do olhar dos outros, das reprovações, a firmeza necessária para manter essa mudança. Essas coisas são a chave para a jornada de quebrar esse ciclo. Isso é mergulhar nas suas cores.


Isso é parar de tentar se encaixar. Imagina, como seria? Sair desse sufoco, se sentir mais leve, fazer o que faz sentido, viver, se relacionar e amar conforme quem você é e o que te realiza. Imagina como seria resgatar suas cores que foram perdidas, esquecidas e roubadas?


Esse é o meu trabalho: ouvir com você o que foi calado, silenciado e esquecido. Mergulhar com você para explorar e resgatar o que foi perdido, não em direção a perfeição, mas em direção a quem você é. Esse trabalho se chama análise.
 

Na análise você vai ser ouvido de modo livre, sem imposições, é um espaço construído para mergulhar nas suas cores, para isso o método dialético coloca eu e você como iguais, se trata de uma descoberta, vamos explorar juntos, no seu tempo, do seu jeito os padrões e ciclos que te prendem, podemos também analisar seus sonhos porque eles nos mostram o que eu e você não vemos, os detalhes das correntes, os mecanismos, o jeito que você cai sempre no mesmo ciclo. Não há preconceitos sobre como você tem que viver, o que é saudável ou normal, o que decide isso é a experiência, é você, se você fica saudável e confortável no estilo de vida que você escolhe viver, então não há imposições.


Eu não determino o que você tem que fazer, porque isso o mundo já fez para você sua vida inteira e o resultado foi péssimo, a análise é um lugar novo para vivenciar o novo, você não precisa de mais correntes, precisa de liberdade para explorar os diversos sentidos que suas emoções, desejos, sonhos e projetos te mostram, você precisa ouvir quem você é. Esse espaço é a análise.


A análise é prática, o que é resgatado se torna ação, experiências que te transformam, mas a direção quem escolhe é você, o caminho é seu e o volante está na sua mão, meu papel é abrir o mapa e mostrar as possibilidades que estavam invisíveis para você até agora.


A análise é o mapa que tem o potencial de abrir novas áreas que você jamais viu antes, novos caminhos, ferramentas capazes de aos poucos quebrar ciclos.


Se tudo isso fez sentido e você quer começar esse trabalho, me chama no Whatsapp, me conta o que tem te angustiado que eu vou te explicar e dizer se a análise é a melhor escolha para você! É só clicar aqui embaixo:

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