Oie! Seja muito bem-vindo(a)! Vou te contar um pouquinho mais sobre mim, meu propósito e como isso embasa todo o meu trabalho, quero saber se faz sentido para você, ok?
Sempre fui inadequado, não me encaixei, não fui nada ideal.
Com o tempo descobri que isso não era ruim, era apenas diferente, desconfortável, mas por muito tempo desejei encaixar até perceber que eu estava jogando fora quem eu sou, trocando por pedaços de mim, sempre de máscara e sempre isolando quem eu realmente sou, por medo, por vergonha e porque talvez isso me tornasse um completo fracasso.
Eu deveria ter seguido a profissão que esperavam de mim ou não? Deveria ter nascido hétero? Ter sido bonito? Mais sociável? Dócil? Amigável? Simpático? Menos inteligente ou mais inteligente?
Quem eu deveria ter sido e o que eu deveria fazer? Não há resposta, e toda resposta que alguém te dá é como roupas que não te servem, máscaras apertadas demais ou frouxas demais. Não é seu, não é você e não serve.
Tudo isso me levou para a Psicologia Complexa Junguiana, porque nessa perspectiva um dos principais pontos é que ninguém pode dar a resposta, não tem manual, não tem jeito correto e jeito errado de viver.
Tudo depende de uma complexa interação entre você, onde você vive, e o que sua psique produz em reação a tudo isso: sonhos ou até mesmo sintomas. É o sujeito único mergulhado em uma sociedade de muitos que exerce constante pressão: devemos ser como os outros ou devemos seguir quem somos? Até que ponto?
Não se trata de método mágico, ativação de arquétipos ou toda essa coisa esquisita que vemos por aí. Se trata da árdua tarefa de ouvir todos os cantos de quem você é: sentimentos, pensamentos, desejos e claro: seus sonhos noturnos, bem como os diurnos que são suas expectativas ou metas na vida.
Sonhos são material espontâneo produzido pela psique, além da vontade e do desejo humano, por isso tão valiosos demonstram pontos que jamais pensaríamos por nós mesmos.
Jung propõe o equilíbrio entre o indivíduo e a sociedade, o coletivo, ou seja, não perdemos nada de vista. O objetivo não é ser um excêntrico, nem alguém que se sufoca para encaixar-se.
O objetivo é encontrar o ponto único que faz sentido para cada um: sem fórmula ou alguém te dizendo o que é certo.
Fazendo análise (terapia) que faço até hoje, percebi que não se encaixar não é ruim, nem precisa ser desconfortável, algumas partes encaixam e outras não, e tá tudo bem. É sobre se sentir confortável e bem com quem realmente somos: uma tarefa para a vida toda
Eu sou Ricardo, sou Psicólogo, atuo com atendimentos online desde 2021 com base na Psicologia Complexa, majoritariamente com público LGBT+ e esse aqui é o meu cantinho: aqui falo sobre psicologia, mitologia, cultura pop e os padrões que nos prendem, tenho perfil no instagram, podcast e blog aqui no site.
Então fica a vontade para explorar, sinta-se em casa!
Seja muito bem-vindo(a)!

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“Eis por que o objetivo mais nobre da psicoterapia não é colocar o paciente num estado impossível de felicidade, mas sim possibilitar que adquira firmeza e paciência filosóficas para suportar o sofrimento. A totalidade, a plenitude da vida exige um equilíbrio entre sofrimento e alegria. Mas como o sofrimento é positivamente desagradável, é natural que se prefira nem conhecer a medida do medo e inquietação para a qual o homem foi criado. É por isso que se diz sempre, benevolentemente, que tudo vai melhorar, que se vai alcançar a maior felicidade do mundo, sem pensar que a felicidade também está contaminada, enquanto não se completar a dose de sofrimento.” - Jung












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