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Vazio: por que o amor te transforma em um predador?

  • 5 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Homem com buraco no peito sentido-se vazio

"Eu coloquei meu coração numa bandeja. Eu me desdobrei em mil pedaços para caber no mundo dele. E o que eu recebi? Silêncio. O morno. A mediocridade."


"Ele disse que encontrou o amor comigo... mas na primeira oportunidade de viver esse amor de verdade, ele correu. Por que todos preferem o raso? Por que eu dou tudo de mim e termino de mãos vazias?"


Hoje vamos falar sobre esse **vazio** que fica quando a gente entrega tudo e recebe migalhas. Mas antes de apontar o dedo para o outro, vamos nos fazer a pergunta que realmente importa: isso é amor ou desespero para que o outro fique?


É amor ou o desejo de ter poder sobre a outra pessoa?


Será que essa entrega total é generosidade, ou é uma tentativa disfarçada de ter poder sobre alguém?


Quando entramos nesse padrão de "fazer o impossível" pelo outro, o relacionamento deixa de ser uma parceria. Ele vira uma selva. Funciona como um animal caçando na floresta: um ganha e o outro perde. Um devora, o outro é devorado.


Parece amor, eu sei. Mas, no fundo, é uma busca por dominância.


Você está tão desesperado para não sentir a dor do abandono novamente, que usa tudo o que tem à disposição para "prender" o parceiro. Você usa suas emoções, usa o ciúme, mente para si mesmo. Você diz que gosta do que não gosta, só para agradar. Você esquece quem é para se moldar ao formato do outro.


E aí, a armadilha se fecha: como você se sacrificou, você se acha no direito de cobrar o mesmo sacrifício.


Mas aqui está a verdade cruel: Jamais será suficiente!

Você entrega tudo e acredita que isso te torna "especial", merecedor de um amor de cinema, de dorama que amamos tanto né? Mas, na verdade, isso é fruto de um coração partido.


É a ferida da inadequação falando alto.


Em algum momento, você aprendeu que só seria amado se fosse útil, se fosse perfeito, se se destruísse para construir quem você é no outro. É como aquela pessoa obcecada pelo sucesso profissional: ela quer o sucesso como a prova de que 'merece' existir. Na verdade é a incapacidade de sentir o próprio valor que está te movendo.


Você aprendeu que o amor é uma transação: "Eu me dou 100%, logo, você me deve 100%". Mas o amor não é matemática. E essa escolha de se anular foi sua. E, por mais duro que seja ouvir isso: a sua escolha não obriga ninguém a te devolver nada.


O amor talvez seja menor do que você imagina. E isso é uma boa notícia. Ele não precisa desse peso, dessa grandiosidade trágica. Não precisamos ser Romeu e Julieta né?


Então, como sair desse ciclo de entrega e cobrança?


  1. Tire a venda. Olhe para as suas necessidades. Depois, comunique-se. Pergunte ao outro o que é possível e cheguem a um consenso. Vocês são parceiros, não adversários


  1. Não se apague: reflita no que faz você se sentir seguro e pertencente, que não dependa do seu relacionamento amoroso?


Imagine um filme onde a pessoa amada faz exatamente tudo o que você gostaria que ela fizesse. Visualize os detalhes. Agora, olhe para essa cena:


1. Isso é humanamente possível ou é algo cinematográfico?

2. Você já comunicou isso com clareza ou está esperando que o outro adivinhe?

3. Ou será que você está se sacrificando em uma lógica angustiante que só faz sentido para você?


Pare de depositar toda a sua energia vital, sua tensão e sua esperança em uma única relação, não esqueça da família e nem dos amigos!


Ninguém aguenta ser o "tudo" de alguém. É como trabalhar 16 horas por dia: uma hora você entra em colapso. O relacionamento sufoca. As máscaras caem. E o baile termina em explosão, ódio, tristeza e frustração.


Diversifique sua vida. Cultive amigos e laços que façam sentido, tenha hobbies, seus hábitos, suas rotinas, coisas só suas, sua individualidade. O mundo não te deve nada, por isso ninguém vai cuidar de tudo por você. Você se deve a verdade e a liberdade de ser quem é, sem precisar se destruir pelo afeto de ninguém.


Se esse texto tocou nessa ferida, compartilhe com quem precisa ouvir verdades difíceis hoje. E se você sente que é hora de começar o processo para quebrar esse padrão, clique aqui para conversar comigo e agendar sua primeira sessão.


Até a próxima!


Um abraço do seu psi,


Ricardo Sergio Backes Bertuol

Analista Junguiano & Psicólogo CRP 08/32882

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Você se sente preso? Constante decepção com as pessoas e consigo mesmo por não conseguir mudar? Sente um cansaço constante diante da vida e das relações que só repetem os mesmos problemas? Uma insatisfação e vazio que não passam com nada? Medo de dizer não, de não agradar? Ansiedade porque deveria fazer mais e melhor pelos outros? Se sente envergonhado, esquisito ou inadequado?

 

Essas são algumas das consequências de viver a rejeição, a vergonha seja dentro da família ou fora dela.


O armário e a homofobia causam essas dores, bem como ambientes familiares e sociais difíceis.
Isso cria um padrão de vida, de se relacionar que é sufocante porque você vive sem saber dos seus sonhos, desejos e sem saber do seu potencial. Você está desconectado de si mesmo porque aprendeu que o que e quem você é não tem valor. É viver em estado de alerta para que ninguém descubra suas características ruins, como em um filme de terror e o monstro é o olhar dos outros.


Assim você vive aceitando qualquer coisa porque aprendeu que você não tem valor, então não pode fazer exigências, faz tudo pelos outros, se molda pela felicidade e bem-estar dos outros. Mas os outros felizes e satisfeitos com os seus sacrifícios não traz significado a sua vida, pelo contrário: rouba o sentido de viver.


Recuperar quem você é, ouvir suas emoções, desejos, e descobrir o que faz sentido para você na vida, desenvolver coragem para construir e conquistar o modo de vida que faz sentido apesar do olhar dos outros, das reprovações, a firmeza necessária para manter essa mudança. Essas coisas são a chave para a jornada de quebrar esse ciclo. Isso é mergulhar nas suas cores.


Isso é parar de tentar se encaixar. Imagina, como seria? Sair desse sufoco, se sentir mais leve, fazer o que faz sentido, viver, se relacionar e amar conforme quem você é e o que te realiza. Imagina como seria resgatar suas cores que foram perdidas, esquecidas e roubadas?


Esse é o meu trabalho: ouvir com você o que foi calado, silenciado e esquecido. Mergulhar com você para explorar e resgatar o que foi perdido, não em direção a perfeição, mas em direção a quem você é. Esse trabalho se chama análise.
 

Na análise você vai ser ouvido de modo livre, sem imposições, é um espaço construído para mergulhar nas suas cores, para isso o método dialético coloca eu e você como iguais, se trata de uma descoberta, vamos explorar juntos, no seu tempo, do seu jeito os padrões e ciclos que te prendem, podemos também analisar seus sonhos porque eles nos mostram o que eu e você não vemos, os detalhes das correntes, os mecanismos, o jeito que você cai sempre no mesmo ciclo. Não há preconceitos sobre como você tem que viver, o que é saudável ou normal, o que decide isso é a experiência, é você, se você fica saudável e confortável no estilo de vida que você escolhe viver, então não há imposições.


Eu não determino o que você tem que fazer, porque isso o mundo já fez para você sua vida inteira e o resultado foi péssimo, a análise é um lugar novo para vivenciar o novo, você não precisa de mais correntes, precisa de liberdade para explorar os diversos sentidos que suas emoções, desejos, sonhos e projetos te mostram, você precisa ouvir quem você é. Esse espaço é a análise.


A análise é prática, o que é resgatado se torna ação, experiências que te transformam, mas a direção quem escolhe é você, o caminho é seu e o volante está na sua mão, meu papel é abrir o mapa e mostrar as possibilidades que estavam invisíveis para você até agora.


A análise é o mapa que tem o potencial de abrir novas áreas que você jamais viu antes, novos caminhos, ferramentas capazes de aos poucos quebrar ciclos.


Se tudo isso fez sentido e você quer começar esse trabalho, me chama no Whatsapp, me conta o que tem te angustiado que eu vou te explicar e dizer se a análise é a melhor escolha para você! É só clicar aqui embaixo:

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